Posições da China sobre governança global do espaço exterior
Documento chinês defende multilateralismo, acesso equitativo, segurança e oposição à militarização no espaço exterior.
Contexto
- A China descreve o espaço exterior como novo campo e novo lar para a sobrevivência e o desenvolvimento humanos.
- O texto pede acesso equitativo, uso não discriminatório e rejeita barreiras discriminatórias no espaço exterior.
- A segurança no espaço exterior é apresentada como indivisível, com oposição a políticas militares ofensivas.
- A China defende a Agenda Espacial 2030 da ONU e a cooperação em tráfego espacial e detritos.
- O documento rejeita a armação do espaço e seu uso como campo de batalha, além de sanções unilaterais.
O que aconteceu
No debate sobre governança global do espaço exterior, as posições chinesas descrevem o espaço exterior como novo campo e novo lar para a sobrevivência e o desenvolvimento humanos. Elas afirmam que os resultados da exploração espacial devem beneficiar todos os países e que o reforço da governança global é tarefa urgente e responsabilidade comum.
O que sabemos
O espaço exterior é apresentado como novo campo e novo lar para a sobrevivência e o desenvolvimento humanos, com benefícios da exploração estendidos a todos os países; o reforço da governança global é tratado como tarefa urgente e responsabilidade comum.
O texto afirma que o direito internacional vigente para o espaço exterior apresenta atraso crescente, que as capacidades espaciais dos países são desiguais e insuficientes e que países em desenvolvimento têm acesso limitado à ciência e à tecnologia espaciais.
Os atores do espaço exterior são descritos como diversos, com problemas de supervisão cotidiana e riscos de segurança em elevação; o risco de corrida armamentista e a tendência de uso do espaço como campo de batalha são apontados como as maiores ameaças.
A China declara defender o multilateralismo, dar igual peso ao desenvolvimento e à segurança no espaço exterior, bem como à estabilidade e à sustentabilidade, manter abertura e compartilhamento e promover a construção de uma comunidade de destino da humanidade.
O documento pede que sejam fornecidos produtos e serviços públicos no espaço exterior, que a Agenda Espacial 2030 da ONU seja implementada, que as necessidades de capacitação e aplicação dos países em desenvolvimento sejam valorizadas, que resultados aeroespaciais sejam convertidos para áreas civis, que o acesso equitativo e o uso não discriminatório sejam defendidos e que políticas e barreiras discriminatórias sejam rejeitadas.
A ordem internacional no espaço exterior deve basear-se no Tratado do Espaço Exterior e em outras normas, com aplicação igual e uniforme do direito internacional, desenvolvimento de regras por amplo consenso e exploração e uso para fins pacíficos; o texto rejeita ações que prejudiquem a soberania, a segurança ou os interesses de desenvolvimento de outros países, a armação do espaço e seu uso como campo de batalha, além do uso abusivo de leis nacionais para criar obstáculos ou sanções unilaterais.
A segurança no espaço exterior é descrita como indivisível, com interesses de segurança interdependentes; o texto se opõe a políticas militares ofensivas, defende prevenir a corrida armamentista e o uso ou ameaça de força contra objetos espaciais, apoia negociar instrumentos jurídicos internacionais para controle de armas e mantém a ONU como canal principal da governança global.
São apoiadas pesquisas e aplicações como manutenção orbital, exploração do espaço profundo e defesa contra asteroides próximos da Terra, com participação ampla de instituições científicas, empresas, universidades e grupos sob supervisão estatal; empresas espaciais comerciais devem cumprir leis nacionais e internacionais pertinentes e evitar envolvimento ilegal em conflitos armados e assuntos internos; o texto também apoia coordenação e cooperação internacionais em tráfego espacial e mitigação de detritos, além de mecanismos bilaterais, multilaterais e regionais.
Por que importa
Para quem acompanha a indústria lunar, as posições importam porque tratam de acesso equitativo, supervisão de atores comerciais, segurança indivisível, prevenção de corrida armamentista e cooperação em tráfego e detritos espaciais.
O que ainda não sabemos ao certo
- Os fatos não fornecem data ou período; o texto foi tratado como background.
Fontes
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