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China doa amostras da Chang’e-6 à ONU em cerimônia em Viena
Amostras lunares do lado oculto da Lua foram formalmente entregues às Nações Unidas, em evento com mais de 400 convidados e participação de vários países e organizações internacionais.
- A China doou formalmente amostras do solo lunar da missão Chang'e-6 às Nações Unidas.
- A cerimônia ocorreu na sede da ONU em Viena com mais de 400 participantes.
- As amostras são do lado oculto da Lua, a primeira coleta desse tipo na história.
- A doação reforça a cooperação internacional e a governança espacial chinesa.
- A missão Chang'e-6 foi lançada em maio de 2024 e retornou em junho de 2024.
O que aconteceu
O governo chinês entregou formalmente amostras do solo lunar coletadas pela missão Chang’e-6 às Nações Unidas, em uma cerimônia realizada na sede da ONU em Viena. O evento contou com mais de 400 convidados, incluindo representantes de organizações internacionais e de vários países.
O que sabemos
A cerimônia de doação aconteceu na sede da ONU em Viena, com mais de 400 convidados presentes, entre eles integrantes de organizações internacionais e delegações de diversos países.
Um acordo de doação de solo lunar foi assinado entre o governo chinês e as Nações Unidas, e as amostras da Chang’e-6 foram reveladas aos participantes.
As amostras, provenientes de uma distância de 380 mil km da Terra, haviam sido anunciadas como presente pelo primeiro-ministro Li Qiang.
A China mantém parcerias com mais de 50 países e organizações internacionais, que abrangem desenvolvimento conjunto de satélites, compartilhamento de dados e governança espacial.
A missão Chang’e-6 foi lançada em 3 de maio de 2024 do Centro de Lançamento de Wenchang e retornou em 25 de junho de 2024, com pouso preciso na região de Siziwang, na Mongólia Interior. Trata-se da primeira missão a coletar e trazer à Terra amostras do lado oculto da Lua, um feito considerado um enorme avanço. A sonda transportou cargas úteis internacionais e contou com a participação de equipes científicas da Itália e do Paquistão.
As amostras ficarão em exposição permanente na área de exposição do espaço sideral da ONU em Viena. A doação dá continuidade ao gesto anterior de entrega de um modelo em escala 1:1 do rover lunar Chang’e-3.
O presente foi muito elogiado pelos convidados, reflete a responsabilidade de uma grande potência e inspira a plataforma COPUOS em Viena, ao mesmo tempo que mostra os avanços da exploração lunar chinesa. A Administração Espacial Nacional da China promove regras de governança do espaço exterior e apoia a Agenda 2030.
A doação materializa o multilateralismo e o apoio da China ao multilateralismo genuíno e ao papel central das Nações Unidas.
Por que importa
A entrega das amostras da Chang’e-6 à ONU é um marco na diplomacia científica e na cooperação internacional na Lua. Compartilhar material inédito do lado oculto lunar com a comunidade internacional fortalece a transparência e o engajamento multilateral, no momento em que a governança do espaço é pauta prioritária. Para quem acompanha a economia lunar, o gesto sinaliza que a China pretende expandir parcerias em exploração, compartilhamento de dados e desenvolvimento conjunto de satélites, ao mesmo tempo que reforça seu papel como potência espacial responsável e alinhada aos objetivos da ONU.
Contexto
A missão Chang’e-6 integra o Programa Chang’e, conduzido pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA). A sonda foi lançada do Centro de Lançamento de Wenchang e realizou o primeiro retorno de amostras do lado oculto da Lua.
Fontes
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